Declaração de Fé da Fraternidade Mundial

O mal e o pecado

CAPÍTULO 2

O MAL E O PECADO

1. A Origem do mal

Deus fez todo o universo muito bom. Deus não é o autor do mal, e a sua santidade não é comprometida pela existência dele. O mal originou-se com a rebelião de Satanás e de alguns anjos. É evidente que o orgulho estava na raiz da sua queda. Os anjos caídos são denominados de demônios e são liderados por Satanás. Eles se opõem à obra de Deus e tentam frustrar os propósitos divinos. Apesar disso, Deus continua soberano sobre os poderes do mal e usa suas ações para levarem adiante o seu plano de salvação. Os demônios não devem ser adorados nem servidos de nenhuma maneira. Suas atividades subjazem às falsas religiões e Satanás cega a mente humana para a verdade.

2. O mal e a humanidade

O mal intrometeu-se na vida humana por meio do pecado dos primeiros seres humanos no Jardim do Éden. Adão é o ancestral de toda raça humana e por isso todo ser humano deve sofrer as consequências do pecado dele, que incluem o mundo desordenado e a morte física. Adão e Eva colocaram-se no lugar de Deus e prestaram obediência a Satanás. Sucumbir à tentação de ser igual a Deus tem consequências de profundo alcance. Roubar a Deus da glória que lhe é devida leva à eliminação da diferença estabelecida por ele e envolve a transgressão de invadir o domínio do divino, a ab-rogação das distinções entre homem e mulher ordenadas por Deus e a confusão entre seres humanos e animais. Ao se usar aquilo que é bom por razões erradas, o caos, a tensão e o sofrimento surgiram no meio da sociedade humana.

3. Os efeitos do pecado na vida humana

Os seres humanos conjugam forças com agentes sobrenaturais que têm produzido males tão terríveis como o genocídio, o abuso de poder, as guerras mundiais, vários tipos de terrorismo, homicídio psicopata, tráfico humano, abuso de drogas e violência de toda espécie. Sem subestimar e arruinar a importância dos seres humanos, essas formas ultrajantes do mal são difundidas e orquestradas por forças demoníacas cujo resultado é que os seres humanos podem ser divididos, destruídos e rebaixados ao nível de animais em seus pensamentos e comportamentos. O mal não visa apenas à destruição da criação e da imagem de Deus nos descendentes de Adão e Eva, mas também, à supressão da igreja e da verdade de Deus. Embora os demônios não se multipliquem, nem possam ser destruídos por humanos, somos assim mesmo chamados a resistir ao mal, à injustiça, à opressão e à violência que os demônios usam para seus propósitos, ao mesmo tempo em que aguardamos e oramos pelo retorno de Jesus Cristo, que porá fim a todas essas coisas.

4. A universalidade do pecado e suas consequências

Em Adão todos morreram e a morte se espalhou a todos porque todos pecaram. A raça humana inteira está comprometida com a queda e suas consequências: pecado, alienação, violência, guerra, doenças, sofrimento e morte. Espiritualmente falando, todos os seres humanos estão mortos porque estão em rebelião contra Deus e apartados de suas bênçãos. Embora os seres humanos sejam capazes de descobrir muitas verdades, falta-lhes a estrutura necessária para entendê-las como aspectos da verdade de Deus. Como pecadores, recusam-se a aceitar as consequências da verdade que de fato possuem e em vez disso suprimem-na pelas suas perversidades. A morte física também está atuando neles até que voltem ao pó de onde foram tirados. A menos que Deus interfira graciosamente, a morte espiritual se converterá em morte eterna.