Confissão Escocesa

Da Imortalidade das Almas

CAPÍTULO 17

Da Imortalidade das Almas

Os escolhidos, que partiram, estão em paz e descansam de seus trabalhos;[1] não que durmam e estejam perdidos no esquecimento, como sustentam alguns fantasistas, mas porque foram libertados de todo medo, de tormentos, e de toda tentação, coisas a que nós e todos os escolhidos de Deus nesta vida estamos sujeitos.[2] Por isso a Igreja é chamada Militante. Por outro lado, os réprobos e infiéis falecidos padecem angústia, tormentos e penas inenarráveis.[3] Nem estes nem aqueles se encontram em tal sono que os impeça de sentir em que situação estejam, como claramente atestam a parábola de Jesus Cristo em São Lucas 16,[4] as suas próprias palavras na cruz ao ladrão[5] e o clamor das almas, sob o altar:[6] “Senhor, que és justo e imparcial, até quando deixarás sem vingança o nosso sangue entre os habitantes da terra?”

1. Ap 14:13.

2. Is 25:8; Ap 7:14-17; 21:4.

3. Ap 16:10-11; Is 66:24; Mc 9:44, 46, 48.

4. Lc 16:23-26.

5. Lc 23:43.

6. Ap 6:9-10.