III. JESUS CRISTO
12. Nossa eleição em Jesus Cristo
Nós cremos que desta corrupção e condenação geral na qual todos os homens estão mergulhados, Deus tira os que, em seu conselho eterno e imutável, Ele elegeu por sua bondade e misericórdia em nosso Senhor Jesus Cristo, sem considerar suas obras, deixando os outros naquela mesma corrupção e condenação, para demonstrar neles Sua Justiça, como aos primeiros ele fez resplandecer as riquezas de sua misericórdia.
Porque uns não são melhores que os outros, até quando Deus os separa segundo o Seu conselho imutável, que Ele determinou em Jesus Cristo antes da fundação do mundo, e também ninguém poderia, por sua própria virtude, introduzir tal bem, visto que por natureza nós não podemos fazer um nenhuma boa ação, nem afeição, nem pensamento, até que Deus nos preceda e nos faça dispostos.
Jr 1.5; Rm 8.28-30 e todo o cap. 9; Ef 1.4,5; Rm 3.28; 2 Tm 1.9; Tt 3.5; Ex 9.16; Rm 9.22; 2 Tm 2.20; Ef 1.7; Rm 3.22,23; 9.23; Ef 1.4; 2 Tm 1.9; Jr 10.23; Rm 9.16; Ef 1.4,5; 2 Tm 1.9; Fl 2.13; Tt 3.3.
13. Nossa salvação está em Cristo
Nós cremos que em Jesus Cristo, tudo o que era necessário para nossa salvação foi-nos ofertado e comunicado. Nós cremos que Jesus Cristo, o qual nos foi dado para que sejamos salvos, foi feito para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção, de sorte que nos separando dEle, renunciamos à misericórdia do Pai, na qual devemos tomar como nosso único refúgio.
1 Co 1.30; Ef 1.7; Cl 1.13,14; 1 Tm 1.15; Tt 2.14; Jo 3-18; 1 Jo 2.23.
14. A divindade e humanidade de Jesus Cristo
Nós cremos que Jesus Cristo, sendo a Sabedoria de Deus e seu Filho eterno, revestiu-se de nossa carne a fim de ser Deus e homem em uma mesma pessoa e, em verdade, um homem como nós, capaz de sofrer em seu corpo e em sua alma, não diferente de nós senão no fato de ter sido puro de toda mácula.
Quanto à sua humanidade, nós cremos que Cristo foi autêntico em sua descendência de Abraão e Davi, conquanto que Ele tenha sido concebido pela virtude secreta do Espírito Santo. Assim, nós rejeitamos todas as heresias que, nos tempos antigos, conturbaram as Igrejas. Notadamente, as imaginações diabólicas de Serveto, o qual atribui ao Senhor Jesus uma divindade fantástica, ainda que diz ser Cristo origem e Senhor de todas as coisas, o nomeia Filho pessoal ou figurativo de Deus, e finalmente lhe forja um corpo de três elementos não criados, e dessa maneira mistura e destrói as duas naturezas de Cristo.
Jo 1.14; Fl 2.6,7; He 2.17; 2 Co 5.21; At 13.23; Rm 1.3; 8.3; 9.5; He 2.14,15; 4.15; Lc1.28, 31, 35; 2.11; Mt 1.18;
15. As duas naturezas de Cristo
Nós cremos que em uma mesma pessoa, a saber, Jesus Cristo, as duas naturezas estão verdadeira e inseparavelmente unidas, cada uma delas conservando, entretanto, suas características específicas, se bem que, nesta união das duas naturezas, a natureza divina, conservando sua qualidade própria, permanece não criada, infinita e preenchendo todas as coisas, da mesma maneira a natureza humana permaneceu finita, tendo sua forma, seus limites e suas características próprias. Além disso, ainda que Jesus Cristo ao ressuscitar tenha dado a imortalidade ao seu corpo, nós cremos, entretanto, que não lhe foi subtraída a realidade própria de sua natureza humana.
Nós consideramos, portanto, Cristo em sua divindade, de tal sorte que não diminuímos nada da sua humanidade.
Mt 1.20,21; Lc 1.31,32,35,42,43; Jo 1.14; Rm 9.5; 1 Tm 2.5; 3.16; He 5.8; Lc 24.38,39; Rm 1.4; Fl 2.6-11; 3.21.