Declaração de Fé da Fraternidade Mundial

A vida cristã

CAPÍTULO 6

A VIDA CRISTÃ

1. Espiritualidade autêntica

A espiritualidade cristã é um processo que dura uma vida inteira de reverência e amor profundos a Deus e se traduz no correto relacionamento com o próximo. Espiritualidade cristã é piedade prática, que leva à transformação à semelhança de Cristo. Não é direcionada para a própria pessoa, nem para a busca de uma força impessoal, nem para o atingimento de estados alterados de consciência. É o crescimento na união da aliança com o Deus Trino e na comunhão sempre crescente com o povo de Deus no mundo. É o resultado de uma regeneração sustentada e governada pelo Espírito Santo.

2. Os meios de piedade

O Espírito Santo produz piedade em nós pela aplicação da Palavra de Deus ao nosso coração e mente, ensinando-nos obediência, unindo-nos na comunhão corporativa de todos os crentes, na verdadeira adoração a Deus, no nosso testemunho ao mundo, em provações e sofrimentos, e na confrontação com o mal.

3. Os resultados da piedade

Os resultados da piedade incluem mente, coração, palavras e ações transformados, consagração e uma vida que progride continuamente à semelhança da imagem de Cristo. A piedade produz ao longo da vida um crescimento em autonegação, um diário “tomar a nossa cruz” e seguir a Cristo mediante a prática do amor, do perdão, da mansidão, da compaixão e da bondade para com todos, especialmente os da família cristã. Envolve a rendição continuada de nós mesmos em devoção total a Deus, experimentando alegria indizível, temor filial, reverência abnegada, amor ardente, compaixão e ousadia com autocontrole, equilibrados com humildade, respeito, temor, contentamento, confiança semelhante à de crianças, obediência, esperança imorredoura e a paz de Deus em face de provações, aflição e dor.

4. Experiências espirituais

Uma vida espiritual centrada em Deus recebe essas experiências espirituais como um dom do Espírito Santo. Na medida em que buscamos nos aproximar do Deus Trino, somos lembrados de que vivemos sempre na sua presença seja onde for. Assim, pois, somos motivados a cumprir o nosso chamado para sermos instrumentos da sua graça transformadora em qualquer lugar que a sua providência nos tenha colocado. O deleite na nossa união pactual com Deus nesta vida é apenas o antegosto da glória da comunhão com Deus na era por vir.